Desista de mim
Desconheço o tal "fio da meada".
No entanto muito da cruz e a espada.
Moro no olho do redemoinho:
É no problema que encontro solução.
Existo entre a morte e a vida:
charada barata ou enigmático mistério?
Trago veneno nas veias e artérias,
há veneno na linfa, na mente,
há veneno em minha língua.
Mas porquê sei que é cura
para todas as nossas feridas.
Quem sou eu?
.
Ninguém decifra.
Quem tenta contempla
até que se perde.
Enrijece como quem viu Medusa:
duros, agarrados nos achismos.
Há algo não sabido:
Eu tenho o amanhecer!
acha ser mais um enigma?
Esse é mistério.
Quem sou eu?...
Desista,
eu escapulo!


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