Vestígios
Escrevo hoje, quase ao término do dia, num cenário atípico: recordações que se transformaram em ricas memórias. Vivi-as intensamente e, desta vez, estranhei ao perceber meu próprio controle sobre essa intensidade.
A mais recente dessas lembranças surgiu há pouco, ao deparar-me com a captura de tela de uma antiga postagem, arquivada. Nela, discorri sobre intimidade, maturidade e a importância do tempo e da disposição para manter uma relação viva e saudável...
O que me surpreendeu foi o desfecho, uma 'declaração de amor', na qual eu disse: 'Eu te amo tanto, e ainda nem é tudo'.
Vrummm...
Fui arrastado para a consciência atualizada e fiquei um tanto perplexo ao constatar a obsolescência dessa declaração. Quando a escrevi, fui visceral, mas também incrédulo, acreditando que minha capacidade de amar aquela pessoa era inesgotável...
Parecia tão bonito na época, mas não é.
Olhando em retrospecto, reconheço minha submissão, negando meus próprios limites, enfim...
O resumo desta reflexão é que 'amei tudo' contrariando o que disse lá... Não achei que seria capaz. --- MAS O AUGE é que esgotei aquela experiência, e me sinto 100% cheio de amor. Estou vivo.
Como diz @potyguarabardo : "No varal do deserto EU AINDA ESTENDO AMOR PARA DAR"!
Após essa constatação,... Com tudo o que se passou neste dia, vou nessa dormir serenamente.


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