torta daninha
todo homem mata o que ama. eu mesmo preparo e atiro-me tortas e tortas na minha cara tentando matar minha fome de ti. na sua é sempre tortas de amor. é preciso confessar-se: eu ainda cultivo um certo amor pelas coisas que não são minhas, me deram, fizeram, proporcionaram e me fizeram sentir-me vivo. eu rego esse pequeno amor todos os dias. necessito manter a esperança que o tal broto cresça. não que haja dúvida, mas é preciso provar para saber se a planta é ou não daninha.


1 Comments:
Gostei do jogo de palavras e da sinceridade expressa no texto. Quero ler mais conteúdos seus.
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