O banquete de Carnaval
não sei porquê este último carnaval não me transportou para minha infância sem folia e a esperança de um próximo carnaval, mas como explicar isto?
Carnaval era meu, meu, nativo!
No entanto, decidira não me permitir dele participar.
Sabe, vou direto ao ponto: eu comi o incomível, o que não se pode comer, o indeglutível....
ou eu fora comido. hora pelas partes que se come, hora pelos olhos que comem antes do paladar:
que carnaval milagroso, um homenzarrão... me permita dize-lo "negro" como quem enche a boca de orgulho pós gozo. ele, feito de quase tudo que eu queria. no carnaval e na vida.
Fui Piorrot ou Colombina? não havia máscaras, sabia-se-a?!
Me comeu! Eu deixei que assim fosse.
A intimidade do banquete foi como de quem chegara a você quieto, quase como você um não-folião na folia, e derramam confete e serpentina dourada, enchendo meu carnaval tão isolado, fazendo-o colorido sem menor intensão, o projeto foi cumprimido, comido fui.
Perdão , minha boca que anda cansada, nessa procura de espaço para explicação da vida. isto, estou tentando explicar o que senti. não houve comida de fato.
Muitíssimo obrigado por ter sido janta minha, e ainda assim me sentir jantado.
Estava claro nossa vontade e que éramos restos de carnaval!
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