O momento
Já vi muita coisa na minha vida. Mas essa que estou vivendo é uma nova, me fascina. Entro nessa como quem entra numa casa que nunca entrou pela porta da frente: certo de que vou encontrar obstáculos, mas vou chegar onde quero.
Mas não sei porque ainda faço esse papel patético lavando um rosto que não pedi pra mim. Arrebentando e espalhando estilhaços por aí. Com tudo, o vazio é muito constante. Não falo de amigos, esses tenho de pencas como banana. Mas é algo que há muito me falta e escapa.
As ações e aflições do mundo me causam a plena certeza de si ser o erro. Sinto-me o erro. Sou errado. Talvez tenha nascido pelo avesso. --- Sou a mãe de Judas. E não sei o que me aguarda no final julgamento. Serei condenado pelos erros do meu filho. Será que o Messias não foi necessário. Será que foi pouco o sangue? --- O amor as vezes machuca a gente. --- Me abrace, me pegue, me dê carinho, não me põe no chão, sei que não foi erro a ponto disso. Não me põe no chão agora não ainda me restam algumas laranjas. Talvez mais tarde... talvez mais tarde eu precise do seu abrigo, ainda hoje. --- Por enquanto me restam e faltam algumas laranjas. Deixe-me aqui, a brisa do mar acalma e sozinho o gasto será menor. Você precisa confiar nas ondas do meu mar assim como eu confiei. Confiar nas ondas do meu mar é muito mais do que me amar: é me querer, é desejar. Por enquanto não me deixe. Segure comigo o meu erro. Assim que acabarem as cerimônias poderei tranqüilo sair do teu colo. Mas por enquanto não.
Mas não sei porque ainda faço esse papel patético lavando um rosto que não pedi pra mim. Arrebentando e espalhando estilhaços por aí. Com tudo, o vazio é muito constante. Não falo de amigos, esses tenho de pencas como banana. Mas é algo que há muito me falta e escapa.
As ações e aflições do mundo me causam a plena certeza de si ser o erro. Sinto-me o erro. Sou errado. Talvez tenha nascido pelo avesso. --- Sou a mãe de Judas. E não sei o que me aguarda no final julgamento. Serei condenado pelos erros do meu filho. Será que o Messias não foi necessário. Será que foi pouco o sangue? --- O amor as vezes machuca a gente. --- Me abrace, me pegue, me dê carinho, não me põe no chão, sei que não foi erro a ponto disso. Não me põe no chão agora não ainda me restam algumas laranjas. Talvez mais tarde... talvez mais tarde eu precise do seu abrigo, ainda hoje. --- Por enquanto me restam e faltam algumas laranjas. Deixe-me aqui, a brisa do mar acalma e sozinho o gasto será menor. Você precisa confiar nas ondas do meu mar assim como eu confiei. Confiar nas ondas do meu mar é muito mais do que me amar: é me querer, é desejar. Por enquanto não me deixe. Segure comigo o meu erro. Assim que acabarem as cerimônias poderei tranqüilo sair do teu colo. Mas por enquanto não.

2 Comments:
que bom que voltou a atualizar. Tá carente? abraços
SHABAT SHALOM!.Venho retribuir a visita em meu reduto efervescente.Já aviso-o que linkei teu espaço e serei visita perene,ok?.Lindos textos,linda descrição,sou muito do que menciona,me vi no teu ''classificado''.Beijo LUZ PAZ LINDÍSSIMA SEMANA Desejosa(www.efervescencias.zip.net)
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