domingo, março 06, 2005

Novamente

Aconteceu o que eu pude prever um dia...
Hoje dia 09 e fevereiro de 2005, eu resolvi re-ler o meu relato, e me deparei com um texto que falava assim:

“... Minha descoberta espantada é que: o medo que eu tenho é o de não mais te amar. Eu tenho medo de te esquecer. Não quero te esquecer. Te quero pra mim e essa é minha verdade. Tenho medo que você e Ela leiam esse relato porque acho que eu e meu relato perderíamos toda a essência do que te digo e sinto, acho que de súbito eu te esqueceria, e poderia ser o fim...”.

Vejo que premeditei. Havia essa certeza em mim, eu sabia que isso era o que de mais possível poderia acontecer. E aconteceu. --- Quando tive a certeza de que Ela havia lido esse meu desabafo, foi como soubesse que acabara o amor que a tanto sentira. Meu relato não passa de textos bem escritos. Apenas isso. Perdemos toda a essência. Somos vazios.
Eu não sou vazio porque ele não me pertence não. Não é isso. Também não sei o que é. Só sei que me falta algo. E que ainda não tive. Que talvez nunca terei. É como se soubesse desde já. Só eu sei.

Começa a aparecer algo novo meio que antigo na minha vida. Não gostaria de amar alguém que não pudesse (prefiro me expressar assim) me retribuir. Chega. Só quero o amor que for recíproco. Se não for assim eu abomino. Eu não farei mais o ato ínfimo. Eu não deixarei mais me molhar e tão pouco suar. Quero alguém que possa me amar. Assim como sei amar perfeitamente alguém. Alguém que me ame pelo que me possuo. Que me ame pelo que amo. Não quero amores à moda, quero algo novo, principalmente para mim.